Livro “A China no Capitalismo Contemporâneo” será lançado em seminário em Natal (RN)

O Seminário A China no Capitalismo Contemporâneo ocorre de 21 a 23 de junho de 2022 na UFRN

O livro A China no Capitalismo Contemporâneo, organizado pelos pesquisadores Esther Majerowicz e Edemilson Paraná apresenta ao público brasileiro análises aprofundadas sobre o desenvolvimento em seus aspectos sociais e políticos chineses. O desenvolvimento econômico chinês está na pauta do debate político brasileiro, cercado de mitificações e lacunas. Para setores de direita, alinhados ao discurso dos Estados Unidos, a China é retratada como “economia controlada por uma ditadura” centralizadora, para setores da esquerda é um modelo de desenvolvimento socialista a ser seguido. Esta obra pretende acrescentar elementos de análise da Economia Política para mostrar a complexidade do capitalismo chinês para leitores interessados em aprofundar o conhecimento sobre o tema.

Resultado do trabalho coletivo de seis pesquisadores brasileiros e um chinês, o livro apresenta investigações criteriosas sobre a formação das classes sociais chinesas – o proletariado e a burguesia, suas contradições e conflitos internos, além do papel central do Partido Comunista nesta construção. São três eixos analíticos abordados: características do desenvolvimento econômico chinês; a formação das classes sociais pós-reforma; e a expansão global chinesa e a disputa tecnológica. Os autores das análises são Carlos Aguiar Medeiros, Esther Majerowicz (org.), Edemilson Paraná (org.), Hao Qi, Isabela Nogueira, Valéria Lopes Ribeiro e Virgínia Fontes.

A obra coletiva A China no Capitalismo Contemporâneo será lançada no seminário homônimo que será realizado na UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte nos dias 21, 22 e 23 de junho. As exposições começam às 19h e não há inscrição prévia para participação.

Confira um trecho do livro:

Em um Brasil transformado em pária internacional e em pleno processo de regressão estrutural – no qual a desindustrialização se aprofunda, a miséria retorna, o desemprego é crônico e a precarização do trabalho normaliza-se –, é compreensível e necessário que a esquerda se volte à experiência chinesa, cuja trajetória de desenvolvimento econômico e ascensão internacional nas últimas décadas foram de um sucesso inegável. Esse olhar em direção à China não se esgota em derivar eventuais aprendizados de sua trajetória de desenvolvimento, mas também é uma condição inescapável para a compreensão da economia mundial e da ordem internacional contemporâneas nas quais o Brasil se insere e se move, que têm na China um de seus centros cíclicos principais e um de seus principais atores constitutivos.

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Assessoria de imprensa: Evelize Pacheco | [email protected]