A tragédia e a farsa – a ascensão das direitas no Brasil contemporâneo

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O tema deste livro é a velha direita que domina, cria hegemonia e se transforma em “nova direita”, organizada em torno de aparelhos de ação política e ideológica. […] O livro permite ao leitor compreender que a dominação burguesa não se mantém apenas por herança política. Ela é, sim, fruto de extensa e dedicada organização dos aparelhos de hegemonia privados, das classes dominantes. […] O livro vai mostrar ao leitor inúmeros aparelhos organizativos da burguesia, suas formas de atuação e multiplicação, suas insistentes pautas, e inclusive seus conflitos internos. Ao fim e ao cabo restará uma certeza, há uma nova forma de dominação e parcelas da velha burguesia se renovam, ou são atropeladas pelo novo que busca mesmo é implantar o velho: a dominação, o enxugamento de direitos, a garantia do lucro acima de tudo. Institutos, centros de estudo, revistas, think tanks, se articulam em ações pelo país afora e internacionalmente, pois o capital não admite fronteiras. O Estado como pano de fundo permite os novos reordenamentos do pensamento liberal organizado e fazendo sentido prático nas diversas frações de classe burguesas que esperam lucrar a qualquer preço e a conta vai ser paga pela classe trabalhadora. O livro propicia uma leitura indignada, mas, sobretudo, altamente instrutiva para desvendar os desafios que temos a enfrentar na nova quadra histórica que se coloca a nossa frente, onde o fascismo mostra a cara sem máscaras. (Carla Luciana Silva, professora de História da Unioeste)
Trecho do livro                                            
“Ao mesmo tempo em que falavam em institucionalidade e defesa da Constituição, esses mesmos ‘aparelhos privados de hegemonia’ tudo fizeram para demoli-las. As entidades que figuram nesse livro abertamente reuniram grupos de empresários ligados a enormes conglomerados, não apenas em defesa do capital, mas em sua grande maioria atuando para podar conquistas populares fundamentais. Em comum a todas elas o permanente ataque à gestão pública, a cada vez que ela se apresenta como uma gestão pública de direitos universais. Permanentemente, elas pretendem impor as políticas econômicas, educacionais, sociais etc., elaboradas por elas próprias, convertidas em leis por seus próximos. Em todas elas, a marca da imposição de uma gestão pública definida como se fosse privada e da defesa dos interesses do grande empresariado. Apresentados como se fossem os interesses de todos, em alguns casos. Em outros casos, nem isso, apresentados meramente como condição ‘técnica’ a ser imposta a qualquer governo. Em outros casos, ainda, dispensando argumentos ou explicações” (Prefácio, Virgínia Fontes) Você também pode baixar o livro gratuitamente clicando aqui. Já conhece os outros títulos da Coleção Emergências?

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